LIVRO DO ARMEIRO-MOR de PORTUGAL - Índice

Transcrição do famoso LIVRO DO ARMEIRO-MOR de Portugal, mandado fazer por D. Manuel a seu Armeiro-mor (esta página de artigo irá sendo acrescentada com o tempo):


Livro das armas,
Que o muito alto, muito excelente, e muito poderoso príncipe ElRey D. Manuel primeiro nosso Senhor, por graça de Deus Rei de Portugal e dos Algarves, daquém e dalém mar, em África Senhor da Guiné, e da conquista, navegação, comércio de Etiópia, Arábia, Pérsia, e da Judia, mandou a mim, Rei-de-Armas de Portugal, Juiz da Nobreza, que compusesse e ordenasse, nele assentasse todas as armas dos Reis e Príncipes cristãos, judeus, mouros e gentios, donde primeiramente descendência começou a Nobreza. Assim assentasse e pusesse todas as armas. Dos nobres destes Reinos, e Senhorios, cada um em seu lugar próprio em ordem. Como foram dadas antigamente cada uma e para isso me mandou dar Juramento sobre os Santos Evangelhos por Pero de Lemos seu Capelão e Afonso Mexia Escrivão de sua camara, que hei verdadeiramente [?] sua justiça [?] no lugar e antiguidade. Como em todo ele, [?] assinasse [?]. Feito em Lisboa a [?] de Agosto de 1509.


CAPÍTULO I

-*- Dos Reis da Fama, convém saber três Judeus, três gentios, e três Cristãos:

- Primeiramente Josué duque;
- Rei David;
- Rei Godofredo de Bulhões (Bertrand du Guesclin)

-*- Fora dos da fama. Beltram de agelelym(?)


CAPÍTULO II

-*- Dos brasões:

- Rei de Constantinopla;
- Rei de Paleólogos;
- Rei de Navarra;
- Rei de Tarso;
- Rei da Hungria;
- Rei da Escócia;
- Rei de Aragão;
- Rei de Mailogres;
- Rei da Irlanda;
- Rei do Chipre;
- Rei da Eslavónia (Clavomnia?);
- Rei de Mens;
- Rei de Elves:
- Rei de Granat (Granada?);
- Rei de Coimbra (Conimbra?);
- Rei da Arménia;
- Rei da Dinamarca;
- Rei de Noruega;
- Rei da Poilaqua (Polónia?);
- Rei da Grifónia (Pomerânia);
- Rei de Granata;
- Rei de Marrocos;
- Rei da Sardenha;
- Rei de Tunes;
- Rei de Dalmácia;
- Rei de Salónica;
- Rei de Valáquia;
- Rei da Danamt;
- Rei de Bugis (Bugia);
- Rei de Estunell;
- Rei de África;
- Rei da Arábia;
- Rei de Órcades;
- Rei da Bósnia;
- Rei da Polónia;
- Rainha Branca;
- Rei da Suécia.


CAPÍTULO III

-*- Da Eleição do Imperador da Alemanha, pelos eleitores, cada um em seu grau [?] figuras [?]:

- Arcebispo de Treves;
- Arcebispo de Colónia;
- Arcebispo de Mogúncia.
- O Imperador em sua cadeira da eleição;
- Rei da Boémia;
- Conde Palatino do Reno;
- O Duque da Saxónia;
- Marquês de Brandeburgo.


CAPÍTULO IV

-*- Capítulo da Sagração do Rei de França:

- Da Sagração do Rei de França;
- Primeiramente o Arcebispo Reims, Duque;
- Duque de Borgonha;
- Bispo de Beauvais, Conde;
- Duque de Aquitânia;
- Bispo de Châlons, Conde;
- Conde de Flandres;
- Bispo de Laon, Duque;
- Arcebispo de Langres;
- Conde de Champagne;
- Bispo de Noyon, Conde;
- Conde de Tolosa.


CAPÍTULO V

-*- Capítulo da Nobreza. Geração de Portugal:

- Primeiramente as armas DelRey D. João que Deus tem, e da Rainha Dona Leonor sua mulher em um escudo repartidas.
- As segundas armas DelRey Nosso Senhor e da Rainha sua Mulher, num escudo. Convém saber, ElRey D. Manuel, e a Rainha sua mulher.

- Rainha D. Leonor;
- Rainha D: Maria.

- Rei de Portugal;
- Príncipe de Portugal;
- Duque de Bragança;
- Duque de Coimbra;
- Marquês de Vila Real;
- Casa de Bragança;
- Conde de Penela;
- Noronha [Conde de Odemira];
- Conde de Valença;
- Conde de Marialva;
- Castro, Conde de Monsanto;
- Casa de Atayde;
- Casa de Eça;
- Casa de Telo de Meneses;
- Castro antigo;
- Cunha, Chefe;
- Sousa, Chefe;
- Pereira, Chefe;
- Vasconcelos (Vasco Concellos), Chefe;
- Casa de Melo, Chefe;
- Da Silva, Chefe;
- Albuquerque, Chefe;
- Freires de Andrade;
- Casa de Almeida;
- D. Diogo Prior do Crato;
- D. Pedro da Silva;
- Manuces(?);
- Febus Muniz;
- Lima;
- Távora;
- Henriques;
- Mendoças;
- d'Albergaria;
- Almada;
- Azevedo;
- Castelo Branco;
- Baião Rezende;
- Abreu;
- Brito;
- Moniz;
- Moura;
- Lobo;
- Sá;
- Lemos;
- Ribeiro;
- Cabral;
- Cerveira;
- Miranda;
- Silveira;
- Falcão;
- Gois;
- Goios;
- Sampaio;
- Malafaia;
- Tavares;
- Pimentéis;
- Sequeira;
- Costa;
- Lago (?);
- Vasco;
- Meira;
- Boim;
- Passanha;
- Teixeira;
- Pedrosa;
- Barros;
- Mascarenhas;
- Mota;
- Vieira;
- Betencor [Bethancourt];
- Aguiar;
- Faria;
- Borges;
- Pacheco;
- Souto Maior;
- Serpa;
- Barreto;
- Arca;
- Nogueira;
- Pintos;
- Coelho;
- Queirós;
- Dossens (?);
- Aguiar;
- Duarte Brandão;
- Gama;
- D. Vasco da Gama;
- Fonseca;
- Magalhães;
- Fogaça;
- Valente;
- Botos;
- Lobatos;
- Gonzo;
- Caldeira;
- Tinoco;
- Barbudo;
- Barbuda;
- Beja;
- Valadares;
- Larzedo;
- Galvão;
- Nóbrega;
- Barboso;
- Godinho;
- Barbato;
- Aranha;
- Gouveia;
- Francisco de Beja;
- Jácome;
- Vogado;
- Diogo Roiz Botiher;
- Maia;
- Serrão;
- Pedroso;
- Mexias;
- Grã;
- Pestana;
- Vilalobos;
- Pêro de Alcáçova;
- Abul;
- Gabriel Gonçalves;
- Gil Banuistre;
- Afonso Garçês;
- Rolão Dauci;
- Velixira;
- Pina;
- Pero Lourenço de Guimarães;
- Matos;
- Ornelas;
- Cerqueira;
- Martim Leme;
- António Leme;
- Vilhegas;
- D. Pero Roiz (Rodrigues ?);
- Figueira de Chaves;
- Veiga;
- Pau;
- Taveira;
- Ortiz;
- Azinhal Sacoto;
- Paim;
- Porras;
- Viveiro;
- João Lopes de Leão;
- Frazão;
- Teive;
- Alcoforado;
- Homem;
- Dantes;
- Godim;
- Barradas;
- Leitão;
- Barejola;
- João Alves Colaço;
- João Afonso de Santarém;
- Fernão Gomes da Mina;
- Vilanova;
- Barba;
- Privado;
- João da Fazenda;
- Gomide;
- Chacim;
- Taborda;
- Paiva;
- Filipe;
- Felgueira;
- Amaral;
- Casal;
- Velho;
- Lordelo;
- Peixoto;
- Nabais;
- Carneiros;
- Gatuchos;
- Borrecos;
- Vale;
- Barroso;
- Fafes;
- Ulveira;
- Carregueiro;
- João Garcês;
- Gonçalo Pires Bandeira;
- Calcas;
- Rabelo;
- Porto-Carreiro;
- Azambuja;
- Paio Rodriguês;
- Matela;

[incompleto; a completar]

(continuação, Duque Josué)

FIDELISSUMUS info 3º

Caros leitores,

devido às limitações, o útil trabalho diário da publicação do Santo do Dia vai ficar suspenso por tempo indeterminado, e diminuída a actividade do blog.

Por agora é tudo.
Até breve.

LIVROS II

(anterior, LIVROS I)

Em continuidade, vem agora o LIVROS II, com parte A e B, com interessantes e muito recomendáveis comentários a alguns dos livros. Destaca-se o comentário ao livro da Capela de S. João Baptista (ao final da parte A, e depois no início na parte B), e o comentário ao livro sobre os descobrimentos espanhóis (ao início da parte A, depois da parte introdutória).

Ficam aqui os dois vídeos:

 parte A


parte B

LIVROS I

Da sua biblioteca pessoal Pedro Oliveira apresenta aqueles livros que adquiriu desde 2008. Para tal, gravou uma série de vídeos que vão saindo. Aqui fica o primeiro deles, LIVROS I.


(continuação, LIVROS II)

27 de junho - ROMA

 
"Sabia que foi neste dia, 27 de julho de 1747, que a famosa Capela [do Divino Espírito Santo e ] São João Batista partiu do porto italiano de Civita Vecchia, rumo a Lisboa?
Diz correspondência da época que
«n'esta carta me dá Vossa Senhoria noticia de haver já partido para Civita Vecchia toda a gente que devia embarcar nos tres navios, os quaes se deviam fazer á vela no dia seguinte, 27 de Julho.»" (Museu de S. Roque -Lisboa)

FIDELISSUMUS info 2º

O FIDELISSIMUS está de férias, motivo pelo qual a série "O Santo do Dia" está parada no dia 7 de Julho. Que desculpem os leitores estas humanas limitações.

Por agora é o possível.

Até breve.

O Santo do Dia - São Cirilo e São Metódio (7 de Julho)

(ver anterior, dia 5)

São Cirilo e São Metódio
(7 de Julho)
Bispos e Confessores
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)


Nascido em Tessalónica, Cirilo, filósofo de grande valor, era já sacerdote, e Metódio era governador duma colónia eslava na Macedónia, quando em 863 o governandor de Constantinopla, os envio à Moravia, cujos habitantes reclamavam a luz do evangelho. Ambos possuíam a devida preparação para levar a bom termo tal empresa. Prepararam um alfabeto eslavo e traduziram para esta língua a liturgia católica. Este método do apostolado encontrou adversários, mas o Papa Adriano II aprovou-o e consagrou bispo a Metódio, . S. Cirilo morreu em Roma, em 869; foi sepultado junto das relíquias de S. Clemente que ele mesmo trouxera de Quersoneso. S. Metódio morreu em Morávia em 885.

(continuação, dia 8)

O Santo do Dia - Santo António Maria Zacarias (5 de Julho)

(ver anterior, dia 3)

Santo António Maria Zacarias
(5 de Julho)
Confessor
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)


Natural de Cremona, Sto. António é o fundador dos Clérigos regulares de S. Paulo (chamados mais tarde Bernabitas, do nome da igreja de S. Bernabé, centro da Ordem em Roma). Fundou também uma congregação de religiosas, que já não existe. Grande admirador de S. Paulo e totalmente integrado na doutrina do grande Apóstolo, deu-o a seus discípulos como modelo e patrono. Pregador de zelo, infatigável, o santo esgotou-se neste ministérios, morrendo com 36 anos, em 5 de Julho de 1539.

(continuação, dia 7)

O Santo do Dia - Santo Ireneu (3 de Julho)

(ver anterior, dia 2)

Santo Ireneu
(3 de Julho)
Bispo e Mártir
(festa de 3ª classe - paramentos vermelhos)


Nascido na Ásia Menor cerca do ano 140, Sto. Ireneu foi para a Gália em data incerta. Era presbítero da igreja de Lião quando da perseguição de 177 em que sofreu o martírio S. Potino, primeiro bispo e primeiro mártir lionês. Sucedeu-lhe como bispo e foi por sua vez martirizado vinte e cinco anos mais tarde, vítima duma nova perseguição.
Numa época em que as seitas gnósticas ameaçavam minar a base do cristianismo, falseando o pensamento cristão, Sto. Ireneu denunciou com vigor todas as heresias, e assegurou a unidade do dogma, estabelecendo os princípios da tradição doutrinal da Igreja.

(continuação, dia 5)

O Santo do Dia - Visitação da Santíssima Virgem (2 de Julho)

(ver anterior, dia 1)

Visitação da Santíssima Virgem
(2 de Julho)


(festa de 2ª classe - paramentos brancos)


O Anjo Gabriel tinha anunciada a Maria que Deus daria em breve um filho a Isabel; imediatamente a Virgem se pôs a caminho para Hebron, onde morava a sua prima: é a "Visitação" - secreto encontro entre o Precursor e o Salvador, alegria profunda de Maria e Isabel, cheias de bênçãos divinas que sobre ambas desceram. "Bendita és tu entre as mulheres", a Virgem, mãe de Deus, entoa o cântico sublime do Magnificat.

A festa da Visitação foi instituída em 1389 pelo Papa Urbano VI e fixada em 2 de Julho, como prolongamento, da antiga oitava de S. João Baptista.

(continuação, dia 3)