O Santo do Dia - São João Bosco (31 de Janeiro)

(ver anterior, dia 30)

São João Bosco
(31 de Janeiro)
Confessor
(festa de 3º classe - paramentos brancos)

A liturgia venera em S. João Bosco o santo de alma simples, radiosa e ardente, cuja confiança na
Providência Divina lhe dera o privilégio de dominar todas as dificuldades e levar, sempre de vencida, todos os obstáculos. Nasceu nas proximidades de Turim, em 1815, e consagrou, às crianças e à juventude abandonada. Para os abrigar e instruir, e levá-los a organizar honestamente a própria vida, criou, sem mais recursos que os que lhe oferecia a intrepidez da sua Fé, obras numerosas e sempre prodigiosamente prósperas. Fundou  sucessivamente o Instituto dos Padres Salesianos, em 1868, e das Filhas de Maria Auxiliadora, em 1876. Morreu em Turim, em 1888, com larga reputação de taumaturgo. 

(continuação, dia 1 de Fevereiro)

O Santo do Dia - Santa Martinha (30 de Janeiro)

(ver anterior, dia 29)

Santa Martinha
(30 de Janeiro)
Virgem e Mártir
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)

Sta. Martinha pertencia à mais alta aristocracia romana. Perdeu os seus pais muito cedo, e por amor de Cristo doou todos os seus bens aos pobres, fez voto de castidade e foi recebida entre as diaconisas. Sofreu o martírio por se recusar a adorar Apolo, que o imperador Alexandre Severo tinha tentado induzi-la. No século VIII, foi construída em Roma em sua honra uma igreja no lugar onde fora um anexo do senado romano.

(continuação, dia 31)


O Santo do Dia - São Francisco de Sales (29 de Janeiro)

(ver anterior, dia 28)

São Francisco de Sales
(29 de Janeiro)
Bispo, Confessor, e Doutor
(festa de 3º classe - paramentos brancos)

Uma grande amor de Deus e das almas, acrescido de grande bondade, de muita ciência e de excepcional lucidez de doutrina, fizeram de S. Francisco o maior Apóstolo do seu tempo e um dos mestres de vida espiritual mais lidos. Bispo de Genebra, reconduziu à Igreja grande parte do Chablais, que a heresia protestante havia pervertido. Com S. Joana de Chantal, que dirigia, fundou a Visitação e escreveu para as religiosas o célebre "Tratado do Amor de Deus". A "introdução à Vida Devota", que escrevera para a gente do mundo, é das obras cuja influência larga e duradoira marcou mais fundamente a espiritualidade do nosso tempo. Morreu em Lião a 28 de Dezembro de 1622. A data de hoje recorda-nos a translação das suas relíquias para Anecy.

(continuação, dia 30

O Santo do Dia - São Pedro Nolasco (28 de Janeiro)

(ver anterior, dia 27)

São Pedro Nolasco
(28 de Janeiro)
Confessor
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)

S. Pedro Nolasco entregou-se de corpo e alma ao apostolado da libertação dos captivos das mãos dos muçulmanos. A Ordem de Nossa Senhora das Mercês, que o Santo fundou, obrigava, por voto, todos os seus religiosos a deixarem-se eles mesmos aprisionar, se tanto fosse necessário, para libertar os seus irmãos na Fé. Morreu, em Barcelona, a 25 de Dezembro de 1256.


(continuação, dia 29)

O Santo do Dia - São João Crisóstomo (27 de Janeiro)

(ver anterior, dia 26)

São João Crisóstomo
(27 de Janeiro)
Bispo, Confessor e Doutor
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)

S. João Crisóstomo, foi arcebispo de Constantinopla e uma das mais raras figuras de prelado de todos os tempos. Com Sto. Atanásio, S. Gregório e S. Basílio forma o grupo dos quatro grandes doutores da Igreja Oriental. A sua eloquência, que deslumbrava Constantinopla, valeu-lhe o sobrenome de Crisóstomo, que quer dizer, boca de oiro, e arrastava as multidões, que se comprimiam, ávidas de o escutar, dentro da sua catedral. A coragem com que flagelou  e denunciou, do alto do púlpito, os vícios dos seus contemporâneos, arrastou-o ao exílio, onde foi objecto de todo o género de maus tratos. A 27 de Janeiro venera-se a translação de suas relíquias que se veneram na Basílica de S. Pedro de Roma. Morreu no dia 14 de Setembro de 407.

(continuação, dia 28)

O Santo do Dia - São Policarpo (26 de Janeiro)

(ver anterior, dia 25)

São Policarpo
(26 de Janeiro)
Bispo e Mártir
(festa de 3º classe - paramentos vermelhos)

S. Policarpo foi discípulo de S. João e Bispo de Esmirna. Foi condenado à pena de fogo, 156, com cerca de 86 anos, e aceitou, cheio de paz, alegremente, o martírio. As actas da sua prisão e morte falam-nos da grande calma com que se houve na dura prova e da veneração dos fiéis da Esmirna tinham pelo seu velho pastor. É uma das páginas mais belas da antiguidade cristã. Não se poderia escolher para a Missa de S. Policarpo melhor texto que este belo passo de S. João, onde o Apóstolo nos diz que o dom da própria vida é o sinete que distingue os verdadeiros discípulos de Cristo.

(continuação, dia 27)

O Santo do Dia - Conversão de São Paulo (25 de Janeiro)

(ver anterior, dia 24)

Conversão de São Paulo
(25 de Janeiro)
(festa de 3º classe - paramentos brancos)

A epístola, tirada dos Actos dos Apóstolos, refere o episódio da conversão daquele que ficou sempre na Igreja como o Apóstolo da excelência, cujos ensinamentos ela não se cansa de nos lembrar. Inimigo encarniçado de Cristo e perseguidor da primeira família cristã, Paulo de Tarso vai-se tornar, no caminho de Damasco o Apóstolo que por amor do mesmo Cristo, que perseguia, se lançará com todo o peso da sua alma vigorosa à conquista do mundo pagão. Todos os povos devem aprender dele que Jesus é o Filho de Deus e Salvador do mundo.


(continuação, dia 26)

O Santo do Dia - São Timóteo (24 de Janeiro)

(ver anterior, dia 23)


S. Timóteo

(24 de Janeiro)
Bispo e Mártir
(festa de 3ª classe - paramentos vermelhos)

Na véspera da conversão S. Paulo, quis a Sta. Igreja festejar S. Timóteo, companheiro fiel das viagens do grande apóstolo. A epístola da Missa é um passo da carta que S. Paulo, no fim dos anos, dirigiu ao discípulo e amigo para lhe recordar os deveres graves que sobre ele pesavam, em virtude do múnus pastoral que recebera.


(continuação, dia 25)

O Santo do Dia - São Raimundo de Penaforte (23 de Janeiro)

(ver anterior, dia 22)

São Raimundo de Penaforte
(23 de Janeiro)
Confessor
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)

Nasceu em Penaforte, nas imediações de Barcelona, e foi das mais luzidas glórias da Ordem de S. Domingos. Notável moralista e não menos notável director das almas, pôs a sua ciência, que era grande, ao serviço da conversão dos mouros. Tornaram-no célebre os seus milagres e a dedicação heróica com que se devotou à salvação das almas. Morreu em 1275, com 95 anos de idade.








No mesmo dia:

Santa Emerenciana
(23 de Janeiro)
Virgem e Mártir
(comemoração - paramentos vermelhos)

O culto de Sta. Emerenciana andou sempre associado ao de Sta. Inês e teve em Roma o seu centro, não longe da basílica de Sta. Inês extra-muro, à via Nomentana. Referem as actas de Sta. Inês que Emerenciana era sua irmã de leite, e que, ainda catecúmena morrera lapidada, sobre o túmulo da jovem irmã, onde fora orar.

(continuação, dia 24)

O Santo do Dia - São Vicente e Santo Anastácio (22 de Janeiro)

(ver anterior, dia 21)



São Vicente e Santo Anastácio
(22 de Janeiro)
Mártires
(festa de 3º classe - paramentos vermelhos)


A Igreja venera, no mesmo dia, o grande diácono das Espanhas, S. Vicente, que sofreu o martírio em Valência , em 304, e Sto. Anastácio, monge persa, que foi decapitado  em 628. Roma consagrou a estes dois mártires duas igrejas e uma delas, a da Três Fontes, local onde quer a tradição tenha sido martirizado o Apóstolo S. Paulo, conserva parte das relíquias destes dois defensores da Fé. 
O culto de S. Vicente foi outrora quase tão célebre como o de S. Lourenço e Sto. Estêvão e os nomes dos três mártires ainda vêm reunidos na mesma invocação.

(continuação, dia 23

O Santo do Dia - Santa Inês (21 de Janeiro)

(ver anterior, dia 20)

Santa Inês
(21 de Janeiro)
Virgem e Mártir
(festa de 3ª classe - paramentos vermelhos)

Sta. Inês é, com Sta. Cecília, uma das mais ilustres mártires de Roma. E com razão. De facto na maré alta duma perseguição atrocíssima, quando a massa dos fiéis e até grande parte do clero se deixavam miseravelmente arrastar à defecção, esta virgem conservou-se valentemente fiel ao Senhor, e sacrificou-lhe com alegria as galas da sua juventude. Sto. Ambrósio e S. Dâmaso exaltam, à compita, a virtude desta mártir. Pelos princípios do século IV, já pacificada a Igreja, a filha mais velha de Constantino mandou levantar sobre o túmulo da Santa, à via Nomentana, um templo que ainda se conserva e é dos mais notáveis da cidade eterna. O nome de Sta. Inês foi inscrito no cânon da Missa.

(continuação, dia 22)

O Santo do Dia - Santos Favião e Sebastião (20 de Janeiro)

(ver anterior, dia 19)
Relíquia - cabeça de S. Fabião. Da Real Basílica
de N. Senhora da Conceição de Castro Verde
(Portugal)
São Fabião
(20 de Janeiro)
Papa e Mártir



São Sebastião
Mártir
(festa de 3ª classe - paramentos vermelhos)
O culto destes dois mártires andou sempre unido nos mais antigos martirológicos e ainda hoje assim se conserva na ladainha dos santos. A despeito da perseguição S. Fabião conseguiu organizar o quadro da vida religiosa na Roma cristã, dividindo, por esse motivo, a cidade em sete sectores administrativos e colocando à frente de cada um diácono. Morreu nos primeis dias da perseguição de Décio, que honrando inconscientemente a Igreja ainda quase no berço, olhava o chefe dela como inimigo perigoso e um rival. 

S. Sebastião, mártir romano dos princípios do século IV, ficou nas páginas da tradição cristã como tipo do guerreiro crente, fiel à sua Fé com a mesma energia e firmeza com que o era às suas divisas de soldado. O seu culto tornou-se rapidamente popular em toda a Igreja latina e os soldados depressa o tomaram como padroeiro, apresentando-o, com frequência, varado de setas. Roma não tardou a levantar-lhe sobre as catacumbas da via Apenina, uma basílica, muito visitada dos peregrinos. 

(continuação, dia 21)

O Santo do Dia - Santos Mário, Marta, Audíface e Ábaco (19 de janeiro)

(ver anterior, dia 18)


Santos Mário, Marta, Audíface e Ábaco 
(19 de Janeiro)
Mártires
(comemoração - paramentos vermelhos)

A Santa Igreja festeja hoje um grupo de mártires romanos do século III ou IV. Os textos da Missa estabelecem o contraste dos sofrimentos do martírio com a alegria da eternidade e o triunfo de Deus nos seus Santos.




No mesmo dia:




S. Canuto
(19 de Janeiro)
Rei e Mártir
(comemoração - paramentos vermelhos)

Foi Rei da Dinamarca e assassinado às mãos dos inimigos da Fé que lhe não suportaram nem o zelo pela palavra de Deus, nem a energia com que impunha o respeito das Leis. Massacraram-no em Odessa, na igreja de Sto. Albano, a 10 de Julho de 1086.

(ver continuação, dia 20)

O Santo do Dia - Santa Prisca (18 de janeiro)

Baptismo de Sta. Prisca
(ver anterior, dia 17)




Santa Prisca
(18 de Janeiro)
Virgem e Mártir
(comemoração - paramentos vermelhos)

Santa Prisca, virgem e mártir, padeceu martírio em Roma, sendo de treze anos, no terceiro do império de Cláudio. Foi filha de um nobre cidadão, que fôra três vezes Cônsul de Roma. Esta virgem acharam os ministros do imperador na igreja, e a prenderam e levaram a Cláudio, e por seu mandado foi levada ao templo de Apolo para lhe fazer sacrifício; mas orando ela ao Senhor, tremeu a terra e caiu o ídolo e a quarta parte do templo, e matou muitos gentios e os sacerdotes dos ídolos. Fugiu o imperador atemorizado, e o demónio bradava pelos ares que o lançavam porá da casa onde morava sessenta e cinco anos em companhia de noventa e três espíritos mais seus súbditos.
Mandou o imperador que injuriassem a Santa com bofetadas, mas logo veio sobre ela uma luz do Céu, e a voz de Deus, que a confortou. No seguinte dia a mandou Cláudio despir, e que nua a açoitassem com varas até a matarem; porém sendo consolada por Jesus Cristo, apareceu seu rosto resplandecente como estrela. Mandou-a meter no cárcere, e que com gordura fervendo escaldassem todo o seu corpo. Em toda a noite ouviram cantar a virgem com multidão de Santos; e quando pela manhã a quis tirar para fora Limineu, parente do imperador, sentiu excelente cheiro, e entrando no cárcere a achou rodeada de Anjos, e assentada em uma cadeira, e querendo derriba-la, desapareceram os Anjos; e sendo apresentada diante do César, e levada ao templo para sacrificar, bradava o demónio dizendo: que o fogo, que procedia dos quatro cantos do templo, o abrasava. Veio logo fogo do Céu, que queimou os sacerdotes, e parte dos gentios, e o ídolo ficou desfeito em cinza.
Vendo Cláudio isto, mandou entregar a Santa ao corregedor da cidade para a castigar, e sendo levada à audiência do juiz, lhe rasgaram suas carnes com unhas de ferro, e depois disso a meteram no cárcere; mas passando o juiz por ali a cavalo, viu por uma fresta dele, que a Santa estava assentada num trono, e tinha seu rosto muito claro e resplandecente. Selou logo o cárcere com seu anel, e deixou cinquenta soldados em guarda, os quais a ouviram naquela noite cantar com os Anjos. Sendo manhã a mandou levar ao anfiteatro, e lançar às feras: soltaram-lhe um bravíssimo leão, a que davam cada dia uma ovelha a comer, e havia quatro dias que lha não davam. Saindo ele ao terreiro, se foi correndo para onde estava a virgem, e lançando-se a seus pés, começou a lambê-los, pelo que o mandaram recolher, e ele arremeteu a um parente do imperador e o matou. Vendo Cláudio isto, mandou-a tornar ao cárcere, e que se lhe não desse de comer três dias.
No fim deles a tiraram do cárcere, e achando-a com inteiras forças, e com o rosto muito alegre e resplandecente, a mandou pendurar no aquleu ou cavalete, e rasgar-lhe com unhas de ferro as costas; mas logo os braços e mãos dos algozes, foram atormentados de grandes dores. Foi depois disso lançada em um grande fogo, mas vindo de repente uma grande chuva, e vento furioso, apagou-se o fogo e a virgem ficou livre. Atribuindo Cláudio isto à arte mágica, mandou-lhe cortar os cabelos, para que assim cessassem os feitiços. Feito isto, a mandou encerrar no templo dos ídolos, e fechou a porta, selando-a com seu anel, mas ali foram ouvidas vozes de Anjos, que juntamente com ela louvavam a Deus. Dali a três dias entrou o imperador no templo, e achou a virgem assentada num trono, cercada de Anjos, e junto do pé da coluna estava o ídolo quebrado. Pelo qual muito irado Cláudio a mandou degolar fora da cidade. Mas a virgem gloriosa fazendo oração ao Senhor, que recebesse seu espírito, com voz angélica foi convidada para a glória. E assim foi degolada, e os carcereiros caíram logo mortos.
Sendo isto dito ao Santo bispo da cidade de Roma, veio com seus clérigos para sepultar o corpo da Santa virgem mártir, achou duas águias sobre ele, que o guardavam, para que não fosse tocado das feras. E recolhendo o bispo aquele santo corpo, o sepultou dez milhas da cidade na via hostiense, onde fôra degolada. O imperador ferido de grave enfermidade, mordendo suas próprias carnes, dali a poucos dias miseravelmente espirou. No tempo do papa Euriciano foi divinamente revelado o lugar, onde estava o corpo da bemaventurada  virgem ao mesmo Papa, e ele o levou à cidade, e o sepultou honradamente na igreja dos Santos mártires Aquila e Prisca, e no lugar, onde foi degolada, edificaram os fiéis uma igreja em sua memória. Padeceu esta Santa virgem a 18 de Janeiro. (Flos Sanctorum - Lisboa 1869)
(continuação, dia 19)

O Santo do Dia - Santo Antão (17 de janeiro)

(ver anterior, dia 16)

Santo Antão
(17 de Janeiro)
Abade
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)

Poucos dias depois de celebrarmos a festa de S. Paulo, o Pai dos anacoretas, prepara-se a Santa Igreja para celebrar a de Sto. Antão, o fundador dos cenobitas. Antão retirou-se ao deserto, com 18 anos de idade, para aí viver como um solitário até à morte. O demónio, para o levar a deixar o ermo, tomava, a fim de o espantar, as formas mais extravagantes e repulsivas. O santo não vacilava. E o exemplo da sua vida, que já se não continha no deserto, começou a trazer-lhe, de longe e de largo, numerosos discípulos que organizou à sua volta, lançando assim, no seio da Igreja, as bases da vida religiosa comunitária. Essa primeira tentativa de vida comum impregnou-a Sto. Antão com o espírito da sua doutrina, larga e profunda, amadurecida na solidão e na prece, a qual ficou sendo, e ainda é, a melhor parte da ascese cristã. Morreu em 356. Sto. Atanásio, que foi seu amigo pessoal, escreveu-lhe a vida, que o tornou conhecido no Oriente.

(continuação, dia 18)