O Santo do Dia - Festa de Cristo Rei (último Domingo de Outubro)

(ver anterior, dia 28)

Festa de Cristo Rei


(último Domingo de Outubro)
(festa de 1ª classe - paramentos brancos)

Instituindo a festa de Cristo Rei, o Papa Pio XI quis proclamar solenemente a realeza social de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o mundo. Rei das almas e das consciências, das inteligências e das vontades, Cristo é também o Rei das famílias e das cidades, dos povos e das nações, o Rei de todo o universo. Como Pio XI demonstrou na encíclica Quas Primas de 11 de Dezembro de 1925, o laicismo é a negação radical desta realeza de Cristo; organizando a vida social como se Deus não existisse, leva à apostasia das massas e conduz a sociedade à ruína. 

Toda a Missa e o Ofício da festa de Cristo Rei são uma proclamação solene da realeza universal de Cristo contra o laicismo do nosso tempo. A Missa começa por uma das mais belas visões do Apocalipse, em que o Cordeiro de Deus, imolado, mas doravante na glória, é aclamado pela imensa legião dos Anjos e Santos. 

Fixada no último Domingo de Outubro, no fim do ciclo litúrgico, e precisamente nas vésperas de Todos os Santos, a festa de Cristo Rei apresenta-se como a corôa de todos os mistérios de Cristo e como a antecipação no tempo, da realeza eterna por Ele exercida sobre todos os eleitos na glória do Céu. A grande realidade do cristianismo é Cristo ressuscitado, reinando com todo o esplendor da sua vitória, no meio dos eleitos que são a sua conquista.

(continuação, dia 1 de Novembro)

SOBRE S. GONÇALO DE LAGOS (II)

(continuação da I parte)

II CAPÍTULO

Acções de S. Gonçalo Desde Que Tomou o Hábito Até se Ordenar Presbítero


Ignoramos dia, mês, e ano, em que recebeu o Hábito S. Gonçalo, e o da Profissão também o descuido o sepultou no esquecimento; defeito comum naquele século de ouro, em que todos os cuidados levava o espírito; sabemos porém que S. Gonçalo era neste Convento noviço, sendo Provincial Fr. João de Famon, o qual governou o biénio de 1389, e 1381, sendo Sumo Pontífice Urbano VI, Rei de Portugal D. Fernando, Geral de toda a Ordem (parece que tem mistério) o Beato Boaventura Patavino, depois Cardial da Igreja Romana do título de Santa Cecília.

Sabemos também que Gonçalo desde o primeiro dia de noviço mostrou ser na perfeição tão veterano, tão pio, mortificado, austero, que o Mestre julgou que escusava ensino, só necessitava moderado, para servir a todos de exemplo em estado que pudesse imitá-lo. A Universidade de Coimbra, estava nesse tempo em Lisboa, eram Reitores dela os Priores do Convento da Graça, e os Religiosos do mesmo os Lentes dela de Cânones, e Teologia; aqui estudou S. Gonçalo Artes, e Teologia com tal aproveitamento, que os estranhos o julgavam oráculo, os domésticos tão douto, e perfeito, sólido, engenhoso, e agudo, que os Prelados quiseram que se doutorasse logo; mas Gonçalo, a quem já o Púlpito levava as atenções, e o tempo, sem ter mais que Ordens até Diácono, atento só a estripar vícios, instruir almas, e aperfeiçoar justos, de sorte se desculpou humilde, e sem desobedecer esteve constante, que os Prelados o mandaram ordenar Presbítero, e lhe deram totalmente o emprego do Púlpito, porque já soava em todo o Reino a virtude, e eloquência de Gonçalo, publicada um coisa, e outra pelos que remediava a sua doutrina.

(a continuar)

O Santo do Dia - S. Simão e S. Judas Tadeu (28 de Outubro)

(ver anterior, dia 27)

S. Simão e S. Judas
(28 de Outubro)
Apóstolos
(festa de 2ª classe - paramentos vermelhos)




S. Simão e S. Judas, cujos nomes vêm juntos no Cânon da Missa, festejam.se também conjuntamente. Será por causa dum apostolado comum na Mesopotâmia e na Pérsia, onde se diz que foram enviados para pregar o Evangelho? É possível, mas nada se sabe ao certo a este respeito, além do que se diz na sua vocação de Apóstolos no Novo Testamento.

Simão, a quem os Evangelhos chamam o Cananeu, para o distinguir de Simão Pedro, era de Caná na Galileia.









Judas era apelidado Zelote, talvez por ter pertencido ao partido judeus zeladores da Lei. É autor duma breve epístola que faz parte do Cânon das Escrituras.

A Missa Mihi autem, é a missa típica das festas dos Apóstolos. O intróito e as outras partes cantáveis aparecem muitas vezes; dão à liturgia dos Apóstolos um carácter de sólida certeza fundada sobre uma predilecção divina em que a Igreja continua a encontrar o seu constante apoio.


(continuação, último domingo de Outubro)

SOBRE S. GONÇALO DE LAGOS (I)


"Ermitão - Há poucos dias festejaram os Religiosos de Sto. Agostinho três Santos novos da sua Ordem, Sto. António de Aquila, Sto. Agostinho Novélo, e Sto. António de Amandula, e sedo festejaram S. Gonçalo de Lagos honra da nossa Monarquia, e o único Santo do Reino do Algarve de que há notícia. Há tempo que se prometeu em uma Conferência contar a sua vida, e constando-me as diligências, que os Religiosos faziam em Lisboa, Torres Vedras, e Lagos, para impetrarem do Sumo Pontífice a declaração de que se não entenderam com ele os Decretos do Santíssimo Padre Urbano VIII, pedia a um Eclesiástico devotíssimo do Santo um caderno da sua vida, que ele compusera para imprimir, e outro, que por certo desgosto deixou por depurar, e ambos lerei em várias Conferências, porque mais haveis gostar do suave estilo do autor, do que do meu. Diz pois este primeiro Vida de S. Gonçalo de Lagos da Ordem dos Ermitas de Santo Agostinho da Província de Portugal etc. Protestação. O Autor desta obra protesta, que tudo o que nela está escrito sujeita à censura da Santa Igreja Católica Romana, e se conforma com os Decretos dos Sumos Pontífices, especialmente com os do Santíssimo Padre Urbano VIII de 13 de Janeiro de 1625 aprovados em 25 de Junho de 1634, e a modificação feita pelo mesmo Sumo Pontífice em 5 de Junho de 1631, no que tudo declarou o Santíssimo Padre, que não era tenção proibir o culto público, e o título de Santo aos que tivessem estas coisas por tempo imemorial antes dos seus Decretos, ou por consentimento, e aprovação dos Bispos, ou por voz comum, e veneração dos Povos, como também declarou que o tempo imemorial, que para isso requeria, eram cem anos antes dos seus Decretos: ao que obedientíssimo o Clero, Nobreza, e Povo de Portugal, e Algarves conservaram, e continuaram o culto público total de Santo a S. Gonçalo de Lagos da mesma sorte que antes dos Decretos do Santíssimo Padre Urbano VIII se lhe dava até o presente dia (como mostraremos no fim desta obra depois do tratado dos seus milagres) porque antes dos tais Decretos tinha o Santo cento e trinta e nove anos de culto de Padroeiro de Torres Vedras com voto solene do Senado, duzentos e doze anos do mesmo culto com Confraria, e aprovação universal do Povo, e o mesmo de consentimento e aprovação dos Excelentíssimos e Reverendíssimos Arcebispos de Lisboa, que iam visitar, e levar-lhe ofertas concedendo Indulgências a quem o venerava; razão, porque no ano de 1656 imprimiu em Lisboa com todas as licenças o M. Fr. António da Purificação a segunda parte da Crónica da sua Província, e nela a vida de S. Gonçalo de Lagos com este nome, tratamento, e culto, que agora se lhe dá nesta obra, fiel, e substancialmente extraída da sua até ao fim do tratado dos milagres.

Agora começa o Autor elegantemente a vida do Santo desta sorte.


I CAPÍTULO

Pátria, País, e Acções de S. Gonçalo Até Receber o Hábito de Sto. Agostinho no Convento de Nossa Senhora da Graça, de Lisboa.

Renasce das cinzas do esquecimento as memórias de S. Gonçalo, as acções do melhor Traumaturgo antigamente venerado objecto dos cultos religiosos de um, e outro Reino, hoje entre os seus apenas conhecido, dos estranhos totalmente ignorado; desgraça original da Nação Portuguesa, que até contrai a virtude heróica, talvez porque os naturais santos até no Empireu, onde a glória do mundo não faz dano, e o culto, e lembrança humana é prémio, querem em seu lugar o desinteresse heróico, com que parece se gozam do nosso esquecimento, favorecendo-nos com excesso, quando nós mais ingratos,  e adquirindo a sua virtude assim maiores créditos, quando nós os perdemos de agradecidos. Tudo veremos na brevidade suma, com que escrevemos esta admirável vida.

Na Cidade de Lagos Reino do Algarve nasceu S. Gonçalo de pais conhecidos pela virtude, mas ambos de geração humilde, de um, e outro ignoramos o nome. Criaram a Gonçalo com aquele ensino, que só pais santos sabem dar neste mundo, e cuja falta o tem arruinado: e para que só a Deus servisse nesta vida, e juntamente os melhorasse de fortuna com honras, e dignidade Eclesiástica, o mandaram aprender a ler, e escrever, singular prenda, em que não só levou aos bons daquele século vantagem conhecida, mas aos bons até no presente causa inveja. Ocuparam-no logo no estudo da Gramática, de que resultou saber a língua Latina com rara perícia nos anos, em que ainda os de melhor engenho costumam ignorá-la, ou dar os primeiros, e pouco adiantados passos em aprendê-la.

Cresceu Gonçalo, e com ele a virtude, fruto do ensino, e exemplo dos pais, que lha inspiravam sempre, cuidado especial da providência, ventura em todos os séculos muito rara, que a ser menos, ou a ser comum, nenhum, ou poucos receberiam o Baptismo, sem que os visse Santos em breve tempo o mundo, porque para o serem lhes bastava o exemplo, e de faltar este nos pais se segue o dano, os vícios, insultos, e a castigo, ruína dos Impérios, povoação do inferno. Não temeu este pouco a Gonçalo vendo-o na adolescência tão bem instruído, e com exemplos domésticos tão fortificado; e como sempre achou armas prontas nesta idade no vigor natural, e fervor do sangue, aproveitou-se deste, e daquele, e presentou-lhe batalha com ardor insolente pelos Generais melhores da desonestidade. Sentiu a guerra em todo o sentido o casto, temeroso, e feliz mancebo, e sem perder já mais a esperança alentando, com tal excesso debilitou o corpo, e quebrou com a penitência as armas do inimigo, que nunca mais até à idade consumada se atreveu a intentar a guerra mais, que uma vez, em que com assaz vergonha achou as virtudes de Gonçalo por mercê da graça tão unidas com uma prodigiosa inocência, que, nem depois de conseguir a victoria, conheceu que lhe presentavam batalha. Tão pouco lhe custou o vencê-la! tal era a fortaleza, que não sentiu a luta! Nunca já mais desde o primeiro assalto, deu perfeito descanso ao corpo, na Oração ocupava o tempo do sono, além do que no dia lhe permitia o estudo, e a disciplina levava o do recreio, e tudo coroava o cilício contínuo.

Nada fia de si o varão justo, e como se havia em si fiar Gonçalo? quanto maiores eram os triunfos, tanto mais receava os inimigos. Fugia das ocasiões, ciladas certas, em que até agora só não caíram desgraçadas as purezas que fugiram delas. Jacte-se, e creia o contrário a malícia moderna mascarada de inocência, nunca se há-de mudar o ditame da virtude heróica para crer inflexíveis os vimes onde o não foram os cedros fortes. Afirma todos os autores, que falam neste Santo, que sempre conservara a graça do Baptismo, virgem saíra do desterro. Definia Gonçalo este mundo um imundo caos deste horrendo vício; e tanto receava ser manchado, ao mesmo tempo, em que era intrépido, que só pedia a Deus na Oração fervoroso lhe mostrasse uma cova, em que feliz arminho antes perdesse a vida seguro, que gozá-la, e manchar-se no trânsito; uma Religião em que deles mais perto, pelejasse fim forte, mas seguro, vivesse puro fim à força de trabalho, mas com outro descanso tendo-o mais vizinho; uma torre, em que fim vigiasse cada hora, mas tivesse reparos a pureza na clausura, nos votos, na vontade Divina.

Agradaram a Deus estes desejos santos, dispôs com alta providência os meios, para Gonçalo os satisfazer todos. Tinha o santo mancebo uns parentes, que obrigados de negócios graves vieram a Lisboa tratar deles. Movido de superior impulso, sem dizer aos parentes o intento, ofereceu-se Gonçalo a servi-los no caminho, e ajudá-los eficazmente em tudo, porque lhe dizia ao coração o Espírito Santo acharia o fim do seu desejo.

Saiu enfim de Lagos este Abraão novo, chegou a Lisboa já mundo pequeno; e quando a grandeza, e o tumulto, a novidade, a delícia, e o pasmo lhe podiam ocupar o tempo, levar a atenção, e atrair o ânimo, não teve Gonçalo outros cuidados, não deu passos, nem ocupou os olhos mais que em ver Mosteiros, e Templos, notando o modo de vida em todos, até algum lhe igualar os desejos. Chegou enfim o venturoso dia, em que determinara a providência dar a Sto. Agostinho esta jóia; entrou na Igreja de Nossa Senhora da Graça, e estando em oração fervorosa ouviu uma locução interna, em que o Espírito Santo lhe dizia, aquela era a casa que buscava. Levantou-se da oração Gonçalo, buscou o Prior do Convento, pediu humildemente o Hábito; e como os que a providência manda, disseram dos que a diligência busca, assim o Prior como os Religiosos de sorte se lhe mostraram afectos, e a sua prática os deixou atraídos, que, dando-se parte ao Provincial logo, passados poucos dias tomou Gonçalo o Hábito.

(eis a continuação, na II parte)

O Santo do Dia - Beato Gonçalo de Lagos (27 de Outubro)

(ver anterior, dia 26)

Beato Gonçalo de Lagos


(27 de Outubro)
Confessor
(comemoração - paramentos brancos)

Natural de Lagos (Algarve - Portugal), muito moço ainda, deu este santo provas da mais angélica pureza, e para buscar couto seguro e asilo para esta virtude, entrou na Ordem dos Eremitas de Sto. Agostinho, vindo a ser Prior de um dos mais florescentes mosteiros desta religião em Portugal. Consumido de trabalhos e austeridades, adormeceu no Senhor com fama de santidade. 

(continuação, dia 28)

O PADRE-NOSSO - A MODIFICAÇÃO INTRODUZIDA (I)

O PADRE-NOSSO
Comentário à Modificação Introduzida
(Alfredo Pimenta - 1941)



PROTESTAÇÃO

Era, talvez, escusado dizê-lo.
Católico, sujeito quanto neste opúsculo escrevi, ao juiz infalível da Santa Madre Igreja, Católica, Apostólica, Romana, como filho humilde e obediente que sou.


Consequentemente, desde já declaro que condeno e rejeito sem reserva de qualquer espécie, e dou como não pensado e escrito, tudo o que neste opúsculo fôr, pela Autoridade competente, condenado e rejeitado, pedindo, antecipadamente, a Deus, perdão daquilo em que o possa ter ofendido.

Alfredo Pimenta.


O PADRE-NOSSO

§ I

A Lumen, revista de Cultura do Clero, em seu fascículo de Agosto de 1941, e a págs. 544, publicava uma comunicação de Sua Eminência o Cardial Patriarca de Lisboa, em que se apresentavam novas fórmulas de velhas orações, tornadas obrigatórias para todo o País por determinação do Episcopado.

O Padre-Nosso, ou Oração dominical, rezava-se assim:

"PADRE NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU,
SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME;
VENHA A NÓS O VOSSO REINO;
SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.
O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE;
PERDOAI-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS; ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES;
E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO,
MAS LIVRAI-NOS DO MAL.
AMEN". (Este Amen não fazia parte da Oração dominical: é um acrescento do fim da Idade Média)

Segundo a nova fórmula, em vez de "Padre-Nosso", dir-se-á "Pai-Nosso", e onde se dizia "Perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores", dir-se-á: "Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido".

Com a primeira modificação, não me prenderei mais do que o tempo bastante para dizer que não vejo conveniência nela, porque se no espírito dos simples ou rudes podia estabelecer-se confusão, quanto ao significado da palavra Padre, vulgarmente sinónima de Sacerdote, o remédio era fácil: ensinar essa gente, esclarecê-la, como se faz em tantas e tantas causas.
[comentário Fidelissimus: ajudar a ajustar pelo alto, é católico; ajustar o alto pelo baixo, não deve]

A palavra padrinho ninguém a toma no sentido de padre pequeno, e toda a gente sabe que compadre nada tem que ver com os sacerdotes. E não me consta que haja catequistas que, ao ensinar o Padre-Nosso, se veja em dificuldades para fazer entender que o Padre nosso não é mais do que o Pai de nós todos - Deus.
[Comentário Fidelissimus: Até ao momento, nunca na Espanha os Sacerdotes deixaram de ser chamados "padre" por motivo de a cada pai também se lhes chamar "padre"]

Compadre, compadrio, padrinho, três derivadas de padre, não merecem dúvidas.

E se formos substituir o padre, onde ele traduz pai, como em Santo Padre, ou em nosso Padre S. Francisco, não corremos o risco de criar confusão?

O patér dos gregos tinha mais do que um sentido, e nem por isso se esbarrou em equívocos.
[Comentário Fidelissimus: em várias palavras da nossa língua, por séculos a forma antiga permanece intacta nas coisas sagradas (é este o costume): a palavra permanece conservada no sentido e na forma e não desce aos acidentes do vulgo, mantendo-se intacta e sem perigo de arrastamento ao profano; não raras vezes isto acaba por servir também como âncora, e auxílio da língua em geral, e não causa confusão, servido de referência para o melhor entendimento de outras palavras da mesma raiz ou família (é um enriquecimento ao falante, e um auxiliar ao cristão); deve o sagrado ser a referência para o mundo... sempre se soube disso e assim se fez]

Mas seja Pai-nosso - em vez de Padre-nosso.

(eis a continuação, na II parte)

O Santo do Dia - Sto. Evaristo (26 de Outubro)

(ver anterior, dia 25)




Sto. Evaristo
(26 de Outubro)
Papa e Mártir
(comemoração - paramentos vermelhos)

Sto. Evaristo, um dos primeiros Papas, sucessor de S. Clemente, governou a Igreja desde 97 até cerca do ano 107. Foi sepultado no Vaticano. 

(continuação, dia 28)


O Santo do Dia - S. Crisanto e Sta. Daria (25 de Outubro)

(ver anterior, dia 24)


S. Crisanto e Sta. Daria
(25 de Outubro)
Mártires
(comemoração - paramentos vermelhos)


S. Crisando e Sta. Daria, cujo túmulo se venera em Roma na via Salária, foram martirizados provavelmente no princípio do século IV, sob o Imperador Diocleciano. Na Idade Média as suas relíquias eram veneradas na igreja de S. Silvestre in capite, que hoje já não existe.


(continuação, dia 26

O Santo do Dia - S. Rafael (24 de Outubro)

(ver anterior, dia 24)



S. Rafael
(24 de Outubro)
Arcanjo
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)

Conhecemos o Arcanjo S. Rafael pelo livro de Tobias. O seu papel de maravilhoso médico e de companheiro de viagem do jovem Tobias faz que seja invocado nas viagens e nos momentos difíceis da vida. A Missa, ao mesmo tempo que canta a intervenção providencial dos Anjos na nossa vida, convida-nos a ver igualmente neles perpétuos adoradores que vivem continuamente na presença da majestade de Deus.

(continuação, dia 25)


O Santo do Dia - Sto. António Maria Claret (23 de Outubro)

(ver anterior, dia 21)

Sto. António Maria Claret
(23 de Outubro)
Bispo e Confessor
(festa de 3º classe - paramentos brancos)

António Maria Claret nasceu em Sallent, perto de Barcelona, aos 23 de Dezembro de 1807. Seguindo o desejo de seu pai, trabalhou primeiro como operário têxtil; mas o Senhor escolheu-o para vida mais alta. Ordenou-se em 1835 e julgou-se chamado ao apostolado entre os infiéis; deixando, pois, o ministério paroquial, foi a Roma em 1840 para solicitar esse destino da Congregação da Propaganda. Mas Deus queria-o noutro lugar. Enviaram-no de volta à pátria para aí exercer o apostolado da pregação. Nesta missão percorreu em todos os sentidos a Catalunha e as Canárias, tocando e convertendo as almas com o seu zelo ardente, veemente palavra e profunda piedade. Em 1849, com cinco outros padres, fundou no seminário de Vich a Congregação missionária dos Filhos do Coração Imaculado de Maria (Claretianos), que havia de ter um futuro bem fecundo. Pela mesmo ocasião o Papa nomeou-o Arcebispo de Santiago de Cuba. Aqui, no meio das pesadas tarefas pastorais, a que se entregou inteiramente, fundou o Instituto das irmãs educadoras de Maria Imaculada. Em 1857 voltou a Espanha para ser conselheiro e confessor da Rainha Isabel II; seguiu-a no exílio em 1868, e morreu em França no mosteiro de Fontfroide, em 24 de Outubro de 1870. Entretanto tinha participado activamente no Concílio Vaticano, defendendo com intrepidez a Infalibilidade Pontifícia. Durante toda a sua vida mostrou uma grande piedade para com o SS. Sacramento, o Coração Imaculado de Maria e o Santo Rosário, trabalhando sem cessar para propagar esta tríplice devoção. Foi beatificado em 1934 por Pio XI e canonizado em 7 de Maio de 1950 por Pio XII.

(continuação, dia 24)

O Santo do Dia - Sto. Hilarião (21 de Outubro)

(ver anterior, dia 20)


Sto. Hilarião
(21 de Outubro)
Abade
(comemoração - paramentos brancos)

Iniciador e organizador da vida monástica na Palestina, Sto. Hilarião foi como Sto. Antão do Egipto, o pai espiritual de inúmeros monges. S. Jerónimo que descobriu Sto. Hilarião quando esteve na Palestina, escreveu a sua biografia. Nascera ao sul de Gaza, na Palestina, e tinha feito os seus estudos em Alexandria; no Egipto conheceu Sto. Antão e quis partilhar da sua vida eremítica, introduzindo depois no seu país este género de vida que se desenvolveu muito rapidamente. Expulso da Palestina pela perseguição de Juliano apóstata, Hilarião percorreu a Sicília, a Dalmácia, e refugiou-se no Chipre, onde morreu em 371, com 80 anos.





No mesmo dia:


Sta. Úrsula e suas Companheiras
(21 de Outubro)
Virgens e mártires
(comemoração - paramentos vermelhos)

A Igreja festeja hoje o martírio dum grupo de virgens imoladas pela Fé no território de Colónia, pelos fins do século III ou princípios do IV. A lenda das 11.000 virgens companheiras de Sta. Úrsula e massacradas na Polónia pelos Hunos, teve grande celebridade na Idade Média.

(continuação, dia 23)

O Santo do Dia - S. João Câncio (20 de Outubro)

(ver anterior, dia 19)




S. João Câncio
(20 de Outubro)
Confessor
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)

Cónego e professor de teologia na universidade de Cracóvia, depois pároco de Ilkusi, S. João Câncio viveu uma vida de humildade e de extrema caridade. Morreu em 24 de Dezembro de 1473. Na Missa em sua honra a Igreja celebra o seu amor ao próximo, que raramente tem sido praticado em grau semelhante. Chegava a dar as pobres as suas vestes e o calçado e para que os seus não o vissem entrar em casa descalço, cobria-se até ao chão com a capa. A Polónia honra-o como um dos seus patronos.

(continuação, dia 21)


O Santo do Dia - S. Pedro de Alcântara (19 de Outubro)

(ver anterior, dia 18)
S. Pedro de Alcântara
(19 de Outubro)
Confessor
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)

Natural de Alcântara, na Espanha, Pedro tinha dezasseis anos quando entrou em Valência na Ordem franciscana. Fidelíssimo observador da regra primitiva, levou uma vida muito austera. Foi um dos directores espirituais de Sta. Teresa de Ávila, a quem encorajou na reforma do Carmelo. A sua grande devoção à paixão de Cristo, fez nascer nele um amor extraordinário pela penitência. Morreu em 1 de Outubro de 1562, com sessenta e três anos.

(continuação, dia 20)




O Santo do Dia - S. Lucas (18 de Outubro)

(ver anterior, dia 17)


S. Lucas
(18 de Outubro)
Evangelista)
(festa de 2ª classe - paramentos vermelhos)

S. Lucas é o autor do terceiro Evangelho e dos Actos dos Apóstolos. Natural de Antioquia, converteu-se ao cristianismo e associou-se a S. Paulo, de quem foi fiel companheiro de apostolado. Estava ainda com S. Paulo em Roma quando o Apóstolo aguardava o martírio na prisão; depois perde-se-lhe o rasto: nada sabemos dos seus últimos anos.
O Evangelho de São Lucas é acima de tudo, o Evangelho da salvação e da misericórdia: Por ele se conservam algumas das mais tocantes parábolas do Salvador, como a da ovelha perdida e a do filho pródigo. Dante chama a S. Lucas o historiador da mansidão de Cristo. É igualmente a S. Lucas que devemos a maior parte do que sabemos da infância de Jesus.
S. Lucas, que não conheceu pessoalmente o Senhor, não é contado entre os Apóstolos, como o não é S. Marcos, o autor do segundo evangelho. Daí o escolher-se, para o evangelho da sua festa a narração da missão dos setenta e dois discípulos.

(continuação, dia 19)

O Santo do Dia - Sta. Margarida Maria Alacoque (17 de Outubro)

(ver anterior, dia 16)

Sta. Margarida Maria Alacoque
(17 de Outubro)
Virgem
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)

Margarida Maria Alacoque nasceu em 1647 na diocese de Autun. Entrou nas Visitandinas de Paray-le-Monial com vinte e três anos. No tempo em que o jansenismo gelava as almas, foi escolhida por Nosso Senhor para recordar ao mundo o seu ardente amor. As três grandes revelações que teve na capela do seu convento estão na origem do admirável desenvolvimento que a devoção ao Sagrado Coração de Jesus tomou em nosso dias. Sta. Margarida Maria morreu em 17 de Outubro de 1690. O seu corpo repousa sob o altar que lhe é dedicado, na capela das Visitandinas. Foi canonizada por Bento XV em 1920; Pio XI estendeu a sua festa a toda a Igreja.

(continuação, dia 18)